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domingo, 22 de maio de 2011

As mulheres nunca dizem tudo

“Não se nasce mulher, torna-se mulher” é uma das mais famosas frases de Simone de Beauvoir, como também a sua obra “Segundo Sexo” uma das mais celebradas e importantes para o movimento feminista. Quem, contudo, conseguiu retratar Simone de forma excepcional foi cartunista Georges Wolinski, no livro “A sexualidade da França de De Gaulle a Sarkozy”, em que a homenageia com uma tira sob o título “A face oculta de Simone”.

A propósito, a revista Piauí na edição de abril/11, publica entre outras a referida tira, em que Wolinski, se dirigindo a Simone e reverenciando a famosa foto póstuma dela, com a bunda exposta, destaca “...encantado com seu traseiro póstumo, desejo saber mais sobre o que você escreveu e principalmente sobre o que você nunca disse. As mulheres nunca dizem tudo. As mais dignas são as mais safadas, e as mais sérias, as mais escandalosas...”

Será que há discordância a respeito?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

As Mulheres de Tróia, e não o Cavalo.

Quatro mulheres estão diretamente envolvidas com o triste destino de Tróia. A guerra contra Esparta começou por obra de capricho feminimo. Foi provocada, sem querer, por uma primeira mulher, encaminhada por uma segunda (em benefício de uma terceira) e resolvida pela quarta.

Certo dia, em meio a banquete no Olimpo, a deusa Discórdia (primeira mulher) lançou à mesa um pomo de ouro com a seguinte inscrição: "Para a mais bela". O sábio Zeus, para evitar aborrecimentos, nomeou um mortal para dizer quem era a mais bela das deusas.

Entre estas se incluía Hera, sua mulher; sua filha Palas Atena, deusa da sabedoria; e Afrodite, deusa do amor.

O mortal era Páris, príncipe de Tróia. Ele deu o pomo de ouro para Afrodite (a segunda) porque ela lhe prometeu em troca o amor da mais bela mortal, Helena (a terceira), mulher de Menelau, rei de Esparta. Páris então raptou Helena. A guerra teve início e levou ao fim conhecido.

A deusa da discórdia está no princípio deste conflito e uma mulher (Helena) moveu os homens à guerra na qual outra mulher, a deusa Palas Atena (a quarta), ajudou a ganhar. Foi de Palas Atena, em vingança por ter sido preterida na beleza, a idéia da construção do cavalo de madeira.

As razões essenciais, portanto, estão ligadas à vaidade e à intriga - ambas advindas de uma mulher, a Discórdia.
( De Os Diálogos Impertinentes sobre o Feminino)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Divórcio. Elas ganham sempre.

Segundo Oscar Wilde, a história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais fraco sobre o mais forte. E se tem dúvida sobre esta tirania, siga o conhecido ditado popular que diz: se quiseres conhecer a tua namorada... Casa-te. Agora, se quiseres conhecer a tua mulher... Separa-te.

Veja o caso do jogador Frank Lampard do Chelsea. A espanhola Elen Rives terminou o noivado de sete anos com o jogador e pode levar simplesmente metade da fortuna do atleta - R$ 42 milhões. Lampard e Elen nunca foram casados, mas mantinham uma relação estável. Segundo a edição desta data do Daily Mail, a noiva desconfiava que Lampard fosse infiel. A principal causa da crise foi uma foto publicada pela imprensa inglesa do meia ao lado de uma mulher em Las Vegas, há dois anos (repito há dois anos).

Não é preciso ir longe. Aqui no Brasil recentemente, jan/09, foi publicada noticia sobre a separação de um ex-governador mineiro e sua esposa, deputada federal, casados a cerca de 30 anos. A fortuna avaliada entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões é disputada nos tribunais. A ex-esposa quer passar para seu nome a metade dos bens conquistados pelo casal nas últimas décadas. Ele alega que a ex-mulher não está “em plenas faculdades mentais e psicológicas” e nega o polpudo patrimônio. O motivo da briga seria um pedido de explicações sobre boatos que ele teria sido visto com uma amante em um hotel de Londres. E esta teria sido a gota d água para a separação.

Se analisarmos a lista dos 10 divórcios mais caros de celebridades vamos verificar que têm acontecido historicamente entre super-astros masculinos e suas esposas relativamente desconhecidas. A lista é composta quase que exclusivamente de homens que fizeram acordo com suas ex-esposas.

A separação mais cara da lista dos "10 Divórcios Mais Caros de Celebridades" é protagonizada pelo ex-jogador de basquete Michael Jordan. O divórcio depois de quase 18 anos de união custou nada mais nada menos do que US$ 168 milhões. Jordan fez a maior parte de sua fortuna durante o casamento, principalmente por meio de acordos publicitários.

Em média, esses casais outrora poderosos ficaram juntos por 12,5 anos, e os acordos refletem essa duração. Embora divórcios sejam caros, os artistas podem bancá-los. Muitos dominam, há anos, a lista anual das 100 celebridades mais ricas e poderosas.

São raros os casos em que "ele" fica com a metade do patrimônio do casal na separação.
E nestes casos não estão na Lista das celebridades mais ricas.
Bem pelo contrário.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

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Razões da montagem.

O olhar feminino misterioso, instigante e esfingético. Poder cósmico das deusas e a dúvida terrena do espírito feminino. Entre o sedutor e o dominador, isto é, ora caça ora caçadora ao mesmo tempo.

Tal qual o próprio sentido da esfinge da mitologia grega - formada pela cabeça de uma mulher, corpo de leão e asas de águia - em que estrangulava todos que não conseguissem decifrar suas charadas.

Decifra-me ou devoro-te.

E foi Édipo que enfrentou a esfinge. Édipo é aquele mesmo do complexo. Casou-se com a sua própria mãe. Ou foi a mãe que casou com o filho para não perdê-lo para outra mulher? Mas esta é outra estória.

Quanto a teia, de novo o mistério, seja quanto à técnica de sua construção, razão geométrica, armadilha e o sentido de sua utilidade. Mistura da sabedoria com fatalidade. De novo a síntese da mulher.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Melhoria contínua do crime

Ao longo da busca incessante da melhoria continua o homem inventou várias metodologias e ferramentas de modo a alcançar a excelência. Não seria ousadia afirmar que um dos seus precursores foi Aristóteles, que há dois milênios escreveu. "Nós somos o que fazemos repetidamente, a excelência não é um feito, e sim, um hábito".

Se os homens inventaram, as mulheres aprimoraram. Seria cômico e lúdico se não fosse agônico e trágico.

A já conhecida estratégia do crime perfeito, àquela em que as mulheres matam seus maridos e não são descobertas, não é por si só suficiente. E me refiro à relação 10:1. Isto é, a cada dez pessoas viúvas uma é homem, portanto, elas estão com 90% de êxito na sua obsessão... E em relação ao "último dos moicanos” elas não se dão por vencidas enquanto não fulminar o sobrevivente, agora, mediante a estratégia da falsa solidariedade. Muito semelhante da Latrodectus mactans, ou seja,a da Viúva-negra, àquela que mata o macho depois da cópula.

Não se cansam de engendrar mecanismos para casar o viúvo remanescente de sua sana assassina.

Assim que identificam um viúvo, estabelece-se um circulo de persuasão entre elas, apoiadas pelos incautos maridos, para iludir o viúvo com a oferenda de uma das amigas disponíveis para levá-lo ao casamento – normalmente viúvas que já cumpriram com sucesso sua missão de terra arrasada.

E o inocente útil acredita que é o garanhão no meio de um harém de repaginadas vestais ingênuas, loucas para satisfazer seus sonhos eróticos.

Mal sabe ele que é mais um incauto indo para o altar do sacrifício.

Conforme Nietzsche afirmou: Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem. E como Mae West dizia com muita propriedade. "Quando sou boa, sou ótima. Mas, quando sou má, sou muito melhor".